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CBG, com suporte do COB, fortalece modelo integrado e consolida metodologia multidisciplinar na Ginástica Artística

09/03/2026

Integração entre clubes e seleção, mapeamento 360° e unificação de protocolos marcam o primeiro camping do ano

CBG, com suporte do COB, fortalece modelo integrado e consolida metodologia multidisciplinar na Ginástica Artística

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) inicia a temporada regida por um sistema multidisciplinar integrado, que conecta Seleção e clubes em uma estrutura única de desenvolvimento da Ginástica Artística no país. O modelo vem sendo continuamente aperfeiçoado desde sua implementação inicial, que remonta a 2013.

O primeiro camping do ano traduz plenamente os conceitos de um método que evoluiu de um trabalho reativo para uma cultura preventiva.

“Em 2013, começamos a estruturar um trabalho multidisciplinar entendendo as particularidades da modalidade. A ideia é cercar o atleta com profissionais que garantissem que ele chegasse às competições nas melhores condições técnicas, físicas e emocionais. Consolidamos a tríade da performance: técnica, condição física e equilíbrio emocional”, explica Juliana Fajardo, gestora esportiva e coordenadora da Ginástica Artística.

Segundo Juliana, o conceito central permanece o mesmo desde então: atleta e treinador no centro do processo, cercados por uma equipe que sustenta o desenvolvimento integral. Além disso, o sistema amadureceu com o tempo.

Se no início houve um modelo de seleção permanente concentrado, o aprendizado acumulado nos ciclos seguintes levou à construção de uma rede integrada entre clubes e seleção.

Exemplo dessa integração pode ser observado quando o olhar se dirige à área de fisioterapia. Atualmente, praticamente todos os clubes que atuam na modalidade contam com fisioterapeutas, o que configura um avanço estrutural significativo.

“Hoje temos um projeto que vem dando muito certo: a aproximação dos fisioterapeutas dos clubes com a seleção. Eles conhecem nossas formas de avaliação, o monitoramento de carga, os questionários de exposição e como pensamos a preparação do atleta para a performance”, destaca Álvaro Margutti, coordenador da equipe de fisioterapia da Seleção Brasileira de Ginástica Artística.

No primeiro camping do ano, que já serve de base para o planejamento da temporada, é realizado um mapeamento completo dos atletas.

“Assim como os treinadores avaliam a parte técnica, nós avaliamos a parte fisiológica e biomecânica. Isso nos permite unificar a metodologia de tratamento. Antigamente os atletas chegavam e não sabíamos exatamente em que condição se encontravam. Hoje existe monitoramento prévio e comunicação constante com os clubes”, completa Margutti.

O modelo evoluiu significativamente ao longo dos anos. Se no início o foco era tratar lesões, hoje a atuação é preventiva e, mais do que isso, voltada à otimização do rendimento.

“Quando o atleta chega à seleção, já sabemos o que está sendo feito com ele no clube. Mantemos a continuidade do trabalho. Não é um processo isolado, é integrado. Isso dá segurança ao treinador e tranquilidade ao atleta”, reforça Margutti.

A redução dos índices de lesão e o aumento da integração entre as áreas são indicadores concretos do sucesso do modelo.

Seguindo o caminho da fisioterapia, a preparação mental amplia sua atuação integrada. Para tanto, psicólogos dos clubes foram convidados para o primeiro camping do ano.

“Convidar os psicólogos vinculados aos clubes, aqueles que participam de forma ativa em treinos e competições, para integrarem a equipe de preparação mental no primeiro camping do ano, fortalece o cuidado com a saúde mental de forma contínua”, afirma Carla Ide, psicóloga responsável pela modalidade.

A profissional reforça um ponto fundamental da filosofia adotada pela modalidade:
“As emoções não atrapalham a performance. As emoções não trabalhadas podem atrapalhar.”

Cultura de dados, processo e confiança
Hoje, a interdisciplinaridade é parte do cotidiano da ginástica brasileira. Fisioterapia, preparação física e psicologia atuam de forma integrada, compartilhando informações e decisões.

O treinador deixa de trabalhar com base apenas na percepção subjetiva e passa a contar com dados concretos sobre carga, risco, recuperação e evolução.

Para Juliana, esse é o maior legado do modelo: “Deixamos de apagar incêndios. Passamos para a prevenção. Cada mapeamento não serve apenas para evitar lesões, mas para identificar em quais pontos o atleta pode alcançar evolução técnica. O resultado é um ambiente estruturado, seguro e orientado à excelência. Nessa equação, clubes e seleção caminham juntos."

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Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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